Escrito por JandeilsonBezerra às 00h00
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Tela
Cabeça inclinada ao vento
retorno ao ar silencioso
da atmosfera de um coração triste
em que a solidão se faz presente.
Erguendo os olhares sob a bandeira imperial
na Princesa Isabel, que habita Copacabana,
vejo o sol que o céu quer romper
o horizonte de tão lípida escuridão
que vai partindo com o meu coração.
Amarelado que vai espaciando
e sob as cadeias de montanhas se inclinando
e tímidamente contornando as linhas curvas
desse horizonte.
Quica o ônibus tantas vezes
que a cabeça insiste em balançar
confirmando tão rara beleza
que aos entornos se vê passar
e passando de fato vai
aquela imagem tão fulgaz
que só o sonho pode contemplar.
Enquanto a escuridão dá forma às montanhas
o sol que ainda não nasceu
e só amarelou a paisagem
quer enfim copacabana iluminar.
Reclinando o olhar para dentro de mim
vou seguindo assim
preenchindo por tão maravilhoso contemplar
mas ainda quieto em mim.
Escrito por JandeilsonBezerra às 18h21
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De todo amor
Enquanto o pranto é ainda dor
sigo chorando a mágoa de ser
aquilo que não sou.
Enquanto é pranto o meu amor
que não seja erva daninha o meu motor
impulsionando esse sol que teima em arder.
E se pranto ainda for
não me consuma toda a dor
que seja passageira e não amor
esse canto que insiste em permanecer.
Escrito por JandeilsonBezerra às 21h39
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